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Reunião 56 (Salvador,BA, 02/06/2016)

 

ATA da 56ª reunião do LARC realizada aos dois dias do mês de junho de dois mil e dezesseis, às 12 horas e trinta minutos na cidade de Salvador, BA, em conjunto com a reunião da CE-RESD da SBC.

Estavam presentes Jussara M. Almeida (UFMG – Coordenadora da CE-RESD da SBC), Rossana Andrade (UFC – Diretora Técnico Científica do LARC), Paulo André da Silva Gonçalves (UFPE – Diretor Executivo do LARC), Elias Procópio Duarte Júnior (UFPR – Vice-Diretor Executivo do LARC), Allan Edgard Silva Freitas (IFBA), Andrey Brito (UFCG), Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG), Antônio Augusto Rocha (UFF), Antônio Jorge G. Abelém (UFPA), Antônio Lobato (UFRJ), Bruno Schulze (LNCC), Carlos André Guimarães Ferraz (UFPE), Cesar Augusto Cavalheiro Marcondes (UFSCar), Daniel Fernandes Macedo (UFMG), Daniel Guidoni (UFU), Dorgival Guedes (UFMG), Edmundo de Souza e Silva (UFRJ), Edmundo Madeira (UNICAMP), Fábio Verdi (UFSCar), Fabíola Greve (UFBA), Fátima Duarte Figueiredo (PUC Minas), Flávio de Oliveira Silva (UFU), Francisco Brasileiro (UFCG), Hylson V. Netto (UFSC/IFC), Iara Machado (RNP), Ítalo Valcy (UFBA), Jó Ueyama (USP), José Augusto Suruagy Monteiro (UFPE), José Marcos Nogueira (UFMG), Jussara M. Almeida (UFMG), Liane Margarida Rockenbach Tarouco (UFRGS), Lisandro Zambenedetti Granville (UFRGS), Marcelo Gonçalves Rubinstein (UERJ), Marinho Pilla Barcellos (UFRGS), Martín Andreoni Lopez (UFRJ), Michael Stanton (RNP & UFF), Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte (UFRJ), Pedro Frosi Rosa (UFU), Renato Miceli (independente), Sidney C. de Lucena (UNIRIO), William Ferreira Giozza (UnB).


PAUTA COMUM

· Aprovação da ata da reunião de 2015

· Relato de organização do SBRC 2016

· Discussão sobre datas de realização do SBRC

· Relato sobre a organização dos próximos SBRC (2017 e 2018)

· Relato sobre o Prêmio Destaque

· Relato SBC sobre MCTI/SEPIN

LARC

· Relato sobre a regularização do LARC

· Relato sobre as atividades de junho 2015-abril 2016

· Representantes do LARC

· Processo eleitoral do CGI.BR

· Informes Gerais

CE-RESD/SBC

· Relato sobre situação financeira da CE-RESD

· Discussão sobre a publicação no IEEE, Qualis e Internacionalização do SBRC

· Informes gerais


Às 12h30min Jussara M. Almeida (UFMG – Coordenadora da CE-RESD) e Rossana Andrade (UFC – Diretora do Conselho Técnico Científico do LARC) abriram a reunião informando a pauta comum LARC e CE-RESD.

Jussara M. Almeida (UFMG) passou a palavra para os organizadores do SBRC 2016, Fabíola Greve (UFBA) e Allan Edgard Silva Freitas (IFBA). Fabíola Greve (UFBA) apresentou uma perspectiva histórica sobre a organização do SBRC 2016, enfatizando que o processo de organização do evento começou com antecedência adequada. Fabíola Greve (UFBA) relatou sobre a mudança necessária na coordenação geral que foi originalmente prevista para o evento devido ao falecimento do Prof. Romildo Martins Bezerra (IFBA). Ela relatou que, em 2015, iniciaram a busca por patrocínios, já possuíam a reserva informal do hotel do evento além da versão inicial do site de divulgação. Em seguida, ela relatou as dificuldades encontradas para a obtenção de patrocínios justificadas pelo momento atípico vivido pela economia brasileira. Ela ressaltou a importância desse relato para ajudar os próximos organizadores do evento e a CE-RESD na tomada de decisões. Fabíola Greve (UFBA) relatou que em 2015 só obtiveram negativas de patrocínio de empresas privadas, incluindo a de patrocinadores tradicionais do evento. Ela relatou que, ainda em 2015, foi solicitado apoio das agências de fomento, informando que o CNPq manteve o aporte médio histórico de recursos e a CAPES concedeu apenas um quarto da média histórica de aportes ao SBRC. Fabíola Greve (UFBA) relatou que a FAPESB não abriu edital de fomento para eventos realizados no 1º semestre de 2016, prejudicando ainda mais a captação de recursos. Ela também relatou sobre o impacto das dificuldades financeiras da RNP para participação no evento e sobre o impacto da mudança de calendário e política do CGI.br para aporte de recursos. Fabíola Greve (UFBA) relatou que a organização do evento entrou em 2016 com incertezas importantes sobre a obtenção de recursos financeiros para a realização do SBRC com uma infraestrutura mínima, mas que o problema foi contornado graças à entrada de recursos do CGI.br e à obtenção de patrocínio junto ao ACM SIGCOMM. Fabíola Greve (UFBA) agradeceu publicamente Lisandro Zambenedetti Granville (UFRGS) pelas ações junto ao CGI.BR e Marinho Pilla Barcellos (UFRGS) pelo apoio na obtenção do patrocínio obtido do ACM SIGCOMM.


Fabíola Greve (UFBA) passou a palavra para Allan Edgard Silva Freitas (IFBA) que iniciou relatando as inovações no SBRC 2016: criação da categoria de inscrição WRNP, apresentações da trilha principal no JEMS, tutoriais na sexta, uso de rede experimental SDN. Allan Edgard Silva Freitas (IFBA) passou a palavra para Ítalo Valcy (UFBA) detalhar melhor a infraestrutura de rede do evento. Ítalo Valcy (UFBA) relatou que o POP-BA assumiu o papel normalmente feito pela RNP de montar a infraestrutura de rede do evento e de prover o enlace principal de acesso à Internet. Ele relatou que foram utilizados dois enlaces de acesso de 10 Gbps, uma infraestrutura de rede SDN, suporte ao padrão IEEE 802.11ac, suporte ao IPv6, autenticação via tokens e Eduroam. Ítalo Valcy (UFBA) relatou que cerca de 40% dos participantes se conectaram usando o padrão IEEE 802.11 ac e que aproximadamente 10% do tráfego na rede foi IPv6. Ele encerrou seu relato solicitando às pessoas que utilizassem o aplicativo CoLisEU RNP para a avaliação da qualidade da infraestrutura de rede do evento.


Allan Edgard Silva Freitas (IFBA) retomou a palavra e relatou sobre a política de apoio do SBRC aos participantes: as diárias e passagens seguiram política já pré-estabelecida, houve apoio financeiro à participação de alunos de graduação e pós-graduação como voluntários e concessão de bolsas para membros do TPC e autores através de chamada específica, resultando em apoio a 16 pesquisadores e 53 estudantes. Ele relatou que, em particular, tinham sido computados até o momento da apresentação 585 inscritos no evento, 60 voluntários da UFBA, IFBA e POP-BA,120 inscritos somente na categoria WRNP, 160 inscritos no WRNP/SBRC e 425 inscritos somente para o SBRC. Em seguida, Allan Edgard Silva Freitas (IFBA) apresentou as estatísticas de participação por Estado, enfatizando a grande participação da Bahia (160 pessoas), seguida por Rio de Janeiro (65 pessoas), São Paulo (45 pessoas) e Minas Gerais (35). Ele também enfatizou que 32% dos participantes eram estudantes sócios da SBC. Allan Edgard Silva Freitas (IFBA) relatou que o número de inscritos variou de 26 a 41 nos minicursos e de 13 a 49 nos Workshops, excluindo o WRNP. Ele finalizou seu relato apresentando o orçamento total do evento com patrocínios e apoios, ressaltando um equilíbrio positivo entre receitas e despesas.


Jussara M. Almeida (UFMG) passou a palavra para Marinho Pilla Barcellos (UFRGS) e Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) relatarem sobre a coordenação do comitê de programa. Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) iniciou agradecendo Fabíola Greve (UFBA) e Allan Edgard Silva Freitas (IFBA) pela confiança e apoio na escolha dele e Marinho Pilla Barcellos (UFRGS) para a coordenação do comitê de programa. Em seguida, ele relatou que, em 2015, houve grande divulgação da chamada de trabalhos para a trilha principal tanto no Brasil quanto no exterior. Ele explicou sobre a necessidade de extensão dos prazos originalmente previstos para registro e submissão de trabalhos. Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) relatou o processo de formação do Comitê de Programa que envolveu uma consulta aos coordenadores do TPC de edições anteriores, o convite a novos pesquisadores e a avaliação de quem estava publicando no evento, considerando-se uma janela de publicação dos últimos 5 (cinco) anos. Ele também destacou a importância de se trazer novos pesquisadores para a comunidade. Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) apresentou um histórico de submissões desde 2004. Em particular, ele relatou que para a edição de 2016 houve 333 registros, 229 submissões (68% dos registros) e 81 artigos aceitos. Ele enfatizou que a quantidade de submissões ficou dentro da média das últimas duas edições do SBRC. Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte (UFRJ) questionou sobre a alta diferença observada entre registros e submissões. Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) justificou que uma razão foi a atratividade do local de realização do evento que alavancou o número de registros, mas diversos trabalhos não foram efetivamente concretizados a tempo. Marinho Pilla Barcellos (UFRGS) complementou que o número expressivo de registros foi recorde neste SBRC e também foi consequência do processo de divulgação realizado. Por outro lado, ele ponderou que houve grande queda de submissões em relação aos registros, sendo difícil de levantar as razões exatas para o ocorrido. Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) retomou a palavra e relatou que houve melhoria do número de submissões efetivas da edição passada do evento para a atual, passando de 186 para 229. Ele também enfatizou que o número de submissões para a edição atual do evento foi comparável ao da edição de 2014 realizada em Florianópolis. Em seguida, ele apresentou a popularidade de tópicos dos artigos, destacando os tópicos que mais tiveram interesse da comunidade como redes definidas por software (33 trabalhos), desempenho, escalabilidade e confiabilidade (33 trabalhos), segurança em redes e sistemas distribuídos (31 trabalhos), redes de sensores (31 trabalhos), computação em nuvem (31 trabalhos), redes móveis (27 trabalhos), aplicação em redes (25 trabalhos), detecção e prevenção de anomalias e ataques (23 trabalhos) e algoritmos distribuídos (20 trabalhos). Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) relatou sobre o processo de alocação e seleção de artigos. Ele enfatizou que não se conhece o algoritmo exato usado pelo JEMS para a alocação dos artigos, mas que dentro dos critérios de alocação houve solicitação aos membros do TPC para cadastramento de tópicos de interesse para as revisões e que também houve solicitação de indicação de artigos que cada um gostaria de revisar. Ele também enfatizou que a ordem alfabética do nome dos revisores parece ser um parâmetro usado pelo JEMS na ordem de alocação de artigos. Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) e Marinho Pilla Barcellos (UFRGS) ressaltaram que o não controle do processo de alocação gerou ao menos um caso atípico, o da Rossana Andrade (UFC), que não recebeu nenhum dos artigos de sua grande lista de escolhidos, mas que mesmo assim, conseguiu ser uma revisora que executou seu trabalho de revisão de forma excepcional. Marinho Pilla Barcellos (UFRGS) acrescentou que potencialmente devido às férias de final de ano, vários revisores deixaram de selecionar artigos para revisão e que houve poucos casos de revisores que não marcaram tópicos de interesse. Ele relatou que neste último caso, foram alocados tópicos de interesses a tais revisores em função do observado em anos anteriores para evitar que recebessem artigos completamente fora da área em que trabalhavam. Isso evitou recusas de revisão, minimizando o trabalho da coordenação. Ele também relatou que mantiveram a decisão de alocar ao menos 4 revisões para cada trabalho e que em alguns casos foram 5 revisões quando surgiu dúvida sobre a entrega da revisão pela parte de algum revisor.


Em seguida, Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) relatou que houve um trabalho significativo da coordenação do comitê de programa para retirar os conflitos de interesse, cabendo uma melhoria do JEMS neste aspecto. Ele também relatou que na fase de confirmação de revisão lidaram com os diversos casos típicos como o de membros que rejeitaram a revisão e o de membros que demoram para confirmar a revisão. Ele ressaltou que quando um membro rejeita uma revisão, isso gera um custo adicional importante no processo de distribuição de artigos. Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) ressaltou a importância do processo de rebuttal com a atribuição de um revisor líder para estimular discussões entre os revisores. Ele também enfatizou que, mesmo assim, a coordenação do comitê de programa acompanhou todas as discussões e que esta ideia merece ser melhorada e experimentada novamente em edição futura do SBRC. Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) relatou que foram verificadas as taxas de aceitação de artigos de edições anteriores do evento para subsidiar discussão com os membros do comitê de programa sobre o ponto de corte a ser utilizado nesta edição. Ele também relatou sobre a lisura do processo de revisão dos artigos submetidos por ele e Marinho Pilla Barcellos (UFRGS) ao evento. Ele ressaltou que esses artigos foram revisados fora do sistema de submissão do JEMS com a atribuição de dois membros do comitê como responsáveis pela distribuição desses artigos a revisores anônimos. Ele também enfatizou que esses artigos não tiveram direito ao rebuttal e que só tomaram ciência das avaliações de seus artigos após a definição do ponto de corte de 35% escolhido pelo comitê de programa. O critério de aceitação desses trabalhos foi estarem com nota maior ou igual a do último artigo aceito de acordo com o ponto de corte definido pelo comitê de programa. Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) apresentou a popularidade de tópicos dos artigos aceitos, destacando redes definidas por software (1º lugar), segurança em redes e sistemas distribuídos (2º lugar), desempenho, escalabilidade e confiabilidade (3º lugar). Ele relatou que os trabalhos selecionados foram divididos em 27 sessões técnicas, cada qual com 3 artigos. A bibliografia dos autores apresentadores foi submetida via JEMS. Ele relatou sobre a escolha antecipada dos melhores artigos do evento por uma comissão e dos melhores revisores pelos coordenadores do comitê de programa. Marinho Pilla Barcellos (UFRGS) enfatizou que 2 artigos do Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) estavam inicialmente na lista dos 10 melhores artigos do evento, mas que por questões de transparência e lisura, eles foram retirados dessa lista. Em seguida, Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) apresentou uma lista com nome dos 28 revisores de destaque do evento.


Seguindo a pauta da reunião, Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) iniciou uma discussão sobre a melhor data de realização do SBRC. Ele iniciou ponderando que a primeira questão a ser resolvida era saber ou não se o problema poderia ser ignorado e descreveu a problemática atual na qual a data de submissão real ocorre perto do Natal e as revisões ocorrem no período de férias (janeiro/fevereiro), havendo ainda, por diversas razões, revisões extras no período de Carnaval. Outro ponto colocado foi o fato de alunos de mestrado ainda estarem com trabalho imaturo ou incompleto no período de submissão, não refletindo o que será defendido posteriormente por eles. Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) enfatizou que em conversa prévia com membros do comitê de programa muitos concordaram que as datas de revisão eram um dos maiores problemas do SBRC e apresentou duas soluções: 1) deslocar todo o calendário do SBRC de 3 a 4 meses com submissão em março e simpósio em agosto/setembro e 2) deslocar apenas o calendário de submissão de 3 a 4 meses com submissão em março, simpósio no final de junho e compressão das etapas de revisão, de rebuttal e de submissão de versão final. Jussara M. Almeida (UFMG) tomou a palavra e iniciou discussão sobre os pontos colocados. Em votação aberta, a maioria dos presentes sinalizou que há problemas com as datas atuais do SBRC. Após a ponderação de diversos presentes, Jussara finalizou a discussão, deixando como encaminhamento a necessidade de maior discussão junto à comunidade e que tal discussão seria iniciada futuramente online pela CE-RESD com tentativa de aplicação de novo calendário para o SBRC 2019.


Jussara M. Almeida (UFMG) passou a palavra para Antônio Jorge G. Abelém (UFPA) relatar sobre a organização do SBRC 2017. O evento será realizado na cidade de Belém com sugestão inicial para a semana de 22 a 26 de maio. Ele relatou que não conseguiram afastar mais do IM pela indisponibilidade de datas do local do evento. Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte (UFRJ) enfatizou a coincidência de datas com o ICC e Michael Stanton (RNP & UFF) sobre a proximidade com o Terena. Antônio Jorge G. Abelém (UFPA) propôs pesquisar melhor e potencialmente trabalhar com a semana do dia 15. Em seguida, ele relatou sobre as opções de local para a realização do evento. A primeira opção considerada é o Hotel da Princesa Louça e a segunda opção é o Centro de Convenções. Antônio Jorge G. Abelém (UFPA) relatou que a infraestrutura do Centro de Convenções é melhor, mas o custo seria o dobro do da primeira opção e haveria necessidade de contratar serviço de transfer. Por causa disso, ele definiu como prioridade e preferência o Hotel da Princesa Louça, o mesmo local de realização do SBRC 2007. Antônio Jorge G. Abelém (UFPA) apresentou o comitê de organização do SBRC 2017 que é composto pelos coordenadores gerais Antônio Jorge G. Abelém (UFPA) e Eduardo Cerqueira (UFPA), pelos coordenadores do TCP Edmundo Madeira (UNICAMP) e Michelle Nogueira (UFPR), pelo coordenador de palestras e tutoriais Edmundo Souza e Silva (UFRJ), pelo coordenador de painéis e debates Luciano Gaspary (UFRGS), pelo coordenador de minicursos Stênio Fernandes (UFPE), pelo coordenador de Workshops Ronaldo Alves Ferreira (UFMS) e pelo coordenador do Salão de Ferramentas Fabio Verdi (UFSCar). Antônio Jorge G. Abelém (UFPA) passou a palavra para Edmundo Madeira (UNICAMP) que informou que não haveria grandes mudanças no CP e forneceu o calendário de submissão, avaliação de artigos e resultados, sendo o registro até 05/12/16, submissão até 12/12/16, comunicação de resultados até 22/03/17, envio de versão final até 03/04/17, bid de 19/12 a 30/12, atribuição de 02/01 a 04/01, confirmação de atribuição até 09/01, entrega de revisão até 10/03, discussão final via email de 13/03 a 17/03. Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte (UFRJ) ressaltou a importância da inclusão de novatos no CP e Edmundo Madeira (UNICAMP) relatou que iria manter a participação de novatos, aplicando algum refinamento ao processo de escolha que vem sendo feito ao longo dos anos. Antônio Jorge G. Abelém (UFPA) retomou a palavra para falar mais sobre a cidade de Belém do Pará e finalizou apresentando o site do evento, o qual é acessível pelo endereço sbrc2017.ufpa.br.


Jussara M. Almeida (UFMG) passou a palavra para Jó Ueyama (USP) e Fábio Verdi (UFSCar) apresentarem candidatura de organização do SBRC 2018. Jó Ueyama (USP) argumentou que há 21 anos o Estado de São Paulo não recebe o SBRC. O último foi em 1997 para a realização do XV SBRC na cidade de São Carlos. Ele informou que a proposta é realizar o evento na cidade serrana de Campos do Jordão, fundamentando a escolha na boa infraestrutura turística da região, na vasta opção gastronômica, na boa rede hoteleira, na facilidade de acesso e na excelente estrutura para eventos. Fábio Verdi (UFSCar) tomou a palavra e relatou sobre os levantamentos iniciais a respeito de hotéis, centro de convenções, custos, transfer, equipe e proposta de datas (07 a 11 de maio de 2018). Jussara M. Almeida (UFMG) colocou em votação a proposta de organização que foi aprovada por unanimidade.


Continuando a pauta, Jussara M. Almeida (UFMG) passou para o tópico Prêmio Destaque SBRC, prêmio este criado em 2012 para premiar 01 (um) membro de destaque da comunidade a cada edição do evento. Ela abriu discussão para definição da comissão que fará a indicação do prêmio a cada ano e o tamanho desta comissão. José Augusto Suruagy Monteiro (UFPE) tomou a palavra para explicar como o processo de escolha vinha sendo realizado. Ele relatou que inicialmente o steering commitee era o responsável pela indicação ao prêmio e que esta responsabilidade foi transferida aos indicados quando se alcançou o conjunto de 3 (três) premiados ao longo dos anos de existência do prêmio. José Augusto Suruagy Monteiro (UFPE) ponderou que com 5 (cinco) premiados atualmente, há necessidade de se definir se haverá ou não mudanças nesse processo. Jussara M. Almeida (UFMG) apresentou como proposta um comitê formado pelos 5 últimos indicados apenas. Fabíola Greve (UFBA) sugeriu manter uma comissão com todos os indicados, estabelecendo o mínimo de 5 (cinco) votantes presentes. José Augusto Suruagy Monteiro (UFPE) explicitou que ainda havia a necessidade de se refinar as regras, definir um líder para o processo e definir um calendário. Rossana Andrade (UFC) ponderou que o LARC e a CE-RESD poderiam ser os facilitadores neste processo de refinamento e definições. Jussara M. Almeida (UFMG) abriu votação e, por unanimidade, foi definido que a escolha do Prêmio Destaque do SBRC será a partir de agora feita por comissão composta pelos 5 últimos indicados apenas. A CE-RESD e o LARC serão responsáveis por criar o calendário para escolha de cada novo indicado e os custos para a vinda dele ao evento bem como para a confecção da placa de premiação passam a ser responsabilidade da CE-RESD.


Jussara M. Almeida (UFMG) passou a palavra para Lisandro Zambenedetti Granville (UFRGS) relatar a questão da extinção do MCTI/SEPIN a fim de se discutir o posicionamento da comunidade. Lisandro relatou que a SBC por fazer parte da SBPC é contra a unificação do MCTI com o Ministério das Comunicações. Ele relatou que essa manifestação foi feita através da SBPC e outras entidades apresentando carta ao governo. Ele também relatou como primeiro resultado desta carta uma reunião a ser realizada logo após o SBRC 2016 na sede da SBPC em São Paulo com o ministro Gilberto Kassab, de Ciência e Tecnologia e Comunicações. Em seguida, Lisandro Zambenedetti Granville (UFRGS) relatou que a SBC planeja agora se posicionar através de carta ao governo, em conjunto com outras entidades com maior acesso ao governo, contra a extinção da SEPIN ou da realocação de suas funções em outras secretarias do governo. Lisandro Zambenedetti Granville (UFRGS) também ressaltou a importância da LARC participar neste processo. José Augusto Suruagy Monteiro (UFPE) questionou sobre o apoio ou interlocução em relação à RNP. Rossana Andrade (UFC) e Lisandro Zambenedetti Granville (UFRGS) ponderaram que ainda não existe nenhuma definição.


Jussara M. Almeida (UFMG) retomou a palavra para continuar a pauta específica da CE-RESD. Ela relatou que a situação financeira da CE permanece confortável, tendo como ressalva a crise econômica que o país atravessa e necessidades específicas dos próximos SBRCs que poderão impactar o caixa da CE. Ela também ressaltou que apesar da situação confortável, há uma queda nítida do caixa em relação a vários anos anteriores. Antônio Jorge G. Abelém (UFPA) ressaltou que essa é uma tendência já observada devido à diminuição do SBRC e que, mesmo assim, a CE-RESD está em melhores condições financeiras do que as demais Comissões Especiais da SBC. Lisandro Zambenedetti Granville (UFRGS) endossou as palavras de Antônio Jorge G. Abelém (UFPA) e complementou que outras Comissões Especiais como Banco de Dados e Engenharia de Software, que tinham situação financeira boa, estão passando por aperto devidos a problemas com seus respectivos eventos. Ele enfatizou a importância de olharmos para essas comissões e seus respectivos eventos como um alerta. Jussara M. Almeida (UFMG) passou para a discussão sobre a publicação dos anais do SBRC na base do IEEE. Ela relatou que Marinho Pilla Barcellos (UFRGS) e Antônio Alfredo Ferreira Loureiro (UFMG) optaram pela não publicação dos anais no IEEE este ano. Jussara M. Almeida (UFMG) abriu votação a respeito de se manter ou não essa decisão e, por unanimidade, os presentes decidiram mantê-la. Em seguida, ela passou para a discussão sobre a publicação dos anais na Springer e a internacionalização do SBRC. Fabíola Greve (UFBA) ponderou que todo ano a Springer oferece publicação gratuita dos anais do evento desde que todos os artigos estejam em inglês, mas que no caso do IEEE bastam título e resumo em inglês. Lisandro Zambenedetti Granville (UFRGS) expôs que a publicação no IEEE tem custo e que vem aumentando ao longo dos anos. Ele sugeriu sermos mais prudente por causa da crise econômica e deixarmos essa discussão para o futuro quando o quadro econômico estiver melhor, diminuindo os problemas financeiros na equação do evento. Carlos André Guimarães Ferraz (UFPE) ponderou que foi justamente a internacionalização de eventos das comunidades de Banco de Dados e Engenharia de Software da SBC que levou seus respectivos eventos a declinarem. Ele enfatizou que a decisão de publicar somente em inglês afastou os alunos e que o SBRC goza de situação confortável com o formato atual, permitindo a ampla participação deles. Ele finalizou ponderando que o risco é muito grande em um processo de internacionalização e que poderíamos errar como as outras comunidades erraram. Jussara M. Almeida (UFMG) abriu votação e, por unanimidade, foi decido não publicar os anais do evento na Springer. Em seguida, ela passou a palavra a Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte (UFRJ). Ele solicitou apoio da SBC para financiar homenagem ao Prof. Guy Pujolle (UPMC) durante o evento Network of the Future (NoF) a ser realizado em novembro. Ele ponderou que Guy Pujolle talvez seja um dos pesquisadores estrangeiros que mais tenha orientado pesquisadores brasileiros na área de redes de computadores e listou 26 desses pesquisadores. Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte (UFRJ) informou que o apoio financeiro para a confecção de uma placa de homenagem seria suficiente. Jussara M. Almeida (UFMG) pôs em votação a demanda que foi aprovada por unanimidade.


Rossana Andrade (UFC) tomou a palavra para apresentar a pauta do LARC. Ela iniciou relatando que o LARC está regularizado e descreveu todo o processo de regularização. Ela relatou que o caminho juridicamente correto foi o registro de ata dando posse à diretoria atual. Ela agradeceu Liane Margarida Rockenbach Tarouco (UFRGS) e Lucas Antônio Moscato (USP) pelo apoio no processo de regularização e agradeceu também o apoio jurídico dado pela RNP, FCPC, SBC e CTIC. Em seguida, por causa da ata registrada, ela informou sobre a necessidade de se corrigir a vigência do mandato da atual diretoria, passando de 2014-2016 para 2015-2017. Rossana Andrade (UFC) colocou em votação a mudança do período que foi aprovada por unanimidade. Ela enfatizou o cuidado de se registrar a ata toda vez que uma nova diretoria for escolhida e destacou que está sendo realizado todo um trabalho para manutenção da memória do LARC para as futuras diretorias. Rossana Andrade (UFC) relatou as atividades de junho de 2015 a abril de 2016 que foram realizadas pelo LARC: regularização do LARC, início de projeto de atualização do site, participação no processo de seleção e avaliação de GTs da RNP, participação no conselho da RNP, participação no Prêmio Destaque e participação no SBRC. Ela apresentou como próximos passos do LARC: a definição de procedimentos para orientar nova diretoria, a atualização do estatuto e a memória sobre o LARC. Ela solicitou que cada um dos presentes verificasse se a lista de representantes do LARC está atualizada no tocante a sua própria instituição. Ela informou que o procedimento de atualização é simples, bastando enviar ao LARC carta do reitor da instituição atualizando o nome dos representantes ou solicitando e justificando a entrada da instituição como representante caso ela ainda não seja. Rossana Andrade (UFC) informou, em seguida, sobre a abertura do processo eleitoral no CGI.br e que o LARC fará como a SBC e a RNP e se candidatará como entidade representante da comunidade científica. Lisandro Zambenedetti Granville (UFRGS) explicou que atualmente os representantes do CGI.br são de 4 (quatro) setores: governo, acadêmico, terceiro setor e empresarial. Ele explicou que o governo possui 9 (nove) assentos, o acadêmico 3 (três) e os demais possuem 4 (quatro) assentos. Em seguida, ele explicou que no processo eleitoral as entidades científicas se candidatam inicialmente como votantes e as aprovadas podem indicar candidatos aos assentos. Lisandro Zambenedetti Granville (UFRGS) informou que antes a RNP, a SBC e o LARC escolhiam cada um seus representantes, ficando com 3 (três) assentos, mas que a cadeira ocupada tradicionalmente pela RNP foi perdida na última eleição. Dorgival Guedes (UFMG) enfatizou preocupação com a expansão do interesse da comunidade de humanas nos assentos do CGI.br e suas consequências para a comunidade de redes.


Em seguida, Jussara M. Almeida (UFMG) conduziu a votação da aprovação da ata da reunião de 2015. Os representantes do LARC e os demais participantes da reunião aprovaram a ata por unanimidade. Por fim, Jussara M. Almeida (UFMG) agradeceu a presença do LARC e de todos os demais.


Não havendo mais nada a tratar, foi encerrada a reunião. E eu, Paulo André da Silva Gonçalves (LARC/UFPE), secretário da reunião, lavrei esta ata que vai assinada por mim, por Rossana Andrade (UFC), Diretora do Conselho Técnico Científico do LARC (Gestão 2015-2017) e por Jussara M. Almeida (UFMG), Coordenadora da CE-RESD de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (CE-RESD) da SBC (Gestão 2015-2017), após aprovação.